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sábado, 17 de junho de 2017

Utilizando um tablet antigo para criar conteúdo - #Post_01

Recentemente reencontrei em algum armário da casa, um antigo tablet da Philco (8A-B111A4.0) que estava esquecido debaixo da avalanche de novos gadgets que evoluem cada vez mais rápido. Pois bem, ele é um bom tablet em tamanho, tem 8 polegadas de tela em um formato 4:3, resolução de 1024x768, memória RAM de 1Gb, espaço interno de 8G e está com um cartão de memória de 16Gb. Resolvi então colocá-lo de volta a ativa e testá-lo para produzir conteúdo digital e principalmente textos. Hoje vou contar a história da primeira tarefa, transformá-lo em uma "máquina de escrever".
Tablet 8A-B111A4.0 da Philco.

Como queria testar de forma simples se ele serviria para o trabalho, peguei um teclado USB comum que estava fora de uso, um adaptador OTG, um pedaço de fita adesiva e a montagem ficou assim:


O que seria do brasileiro sem a gambiarra, não é mesmo?

Instalei o WPS Office, conectei o teclado e fui testar... Não deu certo, o teclado era reconhecido mas algumas teclas estavam em posições diferentes, os acentos não funcionavam e não havia como mudar as configurações do teclado físico nativamente no Android 4.0. 
Depois de alguns minutos de pesquisa descobri o "External Keyboard Helper", ele existe em duas versões, a de demonstração e a versão Pro que é paga e custa R$ 7,99 (e vale cada centavo). A função dele é mapear o seu teclado, para a maioria ele já vai reconhecer automaticamente as teclas de função, disposição das letras, símbolos e acentuação. Se ele não reconhecer seu teclado você pode configurá-lo manualmente no aplicativo.
Com tudo instalado e configurado abri novamente o WPS Office e comecei a digitar... E funcionou! Consegui digitar um texto de forma confortável em um velho tablet com um simples teclado USB.

Teclado configurado e funcionando.

Embora hoje em dia as pessoas produzam e consumam conteúdo de maneira mais visual, as vezes temos que digitar longos textos. E escrever um trabalho escolar, um artigo científico, um prospecto de produto, uma postagem para o blog ou até um livro sempre no mesmo lugar acaba sendo entediante e variar o local de escrita pode ser inspirador. Mas as vezes não dispomos de um notebook e digitar no teclado do celular pode ser muito decepcionante.
Por isso, espero que a dica sirva para alguém que precisa ou quer escrever fora de casa ou do trabalho e acredita que o seu tablet não dará conta do recado. Posso dizer que não precisa ficar com medo, configure o tablet e o teclado, instale um processador de textos ou suite office que goste (a combinação de um teclado confortável e um processador de textos amigável é única) e digite onde quiser, não vai ficar devendo em nada ao seu desktop.

Dica sobre o "External Keyboard Helper": Recomendo que você baixe a versão de demonstração, depois de instalado ele vai habilitar automaticamente a maioria dos teclados, teste e se funcionar compre a versão Pro. A versão de demonstração é bem funcional, só que de tempos em tempos ela digita (Demo Version!) no seu texto, claro que dá para apagar, mas depois de umas dez aparições você já está a fim desinstalar o aplicativo ou pagar a versão Pro. 

P.S.: Vocês devem estar se perguntando sobre o mouse. Como diria Steve Jobs, o mouse nesse experimento foi o bom e velho dedo. Neste primeiro teste não usei cabo extensor, hub usb, mouse ou pendrive, farei esses testes posteriormente e postarei aqui os resultados. Hoje o foco foi exclusivamente a configuração do teclado


terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Substituindo a borracha da lapiseira Poly da Faber Castell

Gosto muito de andar com alguns materiais de escrita e desenho sempre comigo e por isso praticidade é fundamental, uma das minhas lapiseiras preferidas para levar no estojo é a Poly 0.7 da Faber Castell. A lapiseira é ótima, esta inclusive tenho há anos, desde a graduação. 

Lapiseira Poly 0.7 da Faber Castell.


Além de ter uma boa pegada, ser leve e resistente, a borracha dela é bem comprida e muito boa para apagar. Ela só tem um problema, não consigo encontrar refis da borracha, pesquisei na Internet e sei que existem, mas nunca encontrei... 


A borracha é bem grande para uma lapiseira e retrátil.


Felizmente, descobri que os refis da caneta-borracha Mono Knock 3.8 da Tombow tem o mesmo diâmetro da borracha original, e portanto cabem perfeitamente.

Caneta-borracha da Tombow e refis.

Simplesmente corto um pedaço de aproximadamente 2cm do bastão e encaixo no suporte da lapiseira, com isso tenho borracha nova e de uma qualidade até superior em comparação com as que vieram com ela.

Corto um pedaço de aproximadamente 2cm...


Encaixo no suporte da borracha...


Recoloco a tampa protetora e pronto, borracha nova.

Se vocês quiserem assistir, fiz um pequeno vídeo com todo o processo de troca.


Espero que tenham gostado dessa dica.

domingo, 27 de outubro de 2013

Cafeteira Individual

Cafeteira Senseo da Philips

Passei o mês inteiro pensando em comprar uma cafeteira individual, a que mais me agradou foi a Senseo da Philips, porque usa um sistema de sachês em vez das tradicionais cápsulas das outras cafeteiras. Mas, lembrei que tinha guardada em casa uma cafeteira individual, que comprei e praticamente nunca usei, uma Mallory Aroma Duo.

Cafeteira Mallory Aroma Duo

Resolvi dar uma chance para ela antes de comprar outra, originalmente as xícaras eram menores, mas se perderam com o tempo, essas são de 250ml cada. Ela faz basicamente duas xícaras de 150ml ou uma de 300ml, usa pó comum, tem filtro permanente ou pode usar filtro de papel nº 100 (da Melitta, não sei o nº das outras marcas) para passar o café.
Até agora estou gostando, ela passa o café bem rapidinho e com boa temperatura, e posso colocar a xícara já com leite e passar o café direto nela. Pesquisando na Net, achei outros modelos parecidos de cafeteiras individuais que usam o sistema tradicional (por gravidade) para passar o café.

Essa da Hauser, tem um estilo bem parecido com a Mallory

Já essas duas, passam direto em copos térmicos. Coffee-to-go!


E no Brasil, encontrei essas duas, já com design bem diferente.

sábado, 10 de agosto de 2013

Nokia Asha 310


Navegando na Web, achei uma promoção no Magazine Luiza de um celular Nokia Asha 310 por R$ 219,00 e resolvi "olhá-lo" melhor, é um telefone simples, pequeno, mas como todo Nokia é robusto o suficiente para aguentar o tranco do dia-a-dia (meus Nokias nunca estragaram de cair no chão ou coisa assim, pelo contrário, ficavam velhinhos, riscados e trincados, mas funcionando; não posso dizer o mesmo de outras marcas). Ele tem funções interessantes para um feature phone, pode usar dois chips simultaneamente, wi-fi, e uma bateria que dura bastante (ponto para Nokia, de novo) mesmo usando os aplicativos de redes sociais ou navegando na Web. 
Compreio-o-o e não me arrependi, queria um celular simples para meu projeto de organização pessoal, nada contra os smartphones, vou ter que comprar um até o próximo semestre para o meu projeto de mestrado, mas no momento achei que um featurephone serviria muito bem ao propósito. 
Com ele, tenho contador regressivo (para meus pomodoros); acesso ao meus emails, a Internet e as redes sociais (para os intervalos, filas de supermercado, ônibus, etc.); um sistema bem conhecido de calendário, contatos, lembretes e atividades; gravador de voz e de vídeo (a câmera não é boa, mas cumpre seu papel de registrar alguma coisa na hora, não é para substituir a câmera fotográfica mesmo); rádio FM; player de músicas e de vídeos; um aplicativo que faz backup dos dados e arquivos; e até um sisteminha de notas bem legal. E por R$ 219,00 se ele quebrar ou se "perder" no meio de um ônibus lotado, vou chorar só os dados e não o aparelho, diferente de um Samsung ou Iphone de RS 1.500,00.


P.S.: Vi também o Nokia Asha 501 por R$ 329,00; mas como ainda tem poucos aplicativos para a plataforma dele (o Symbian ganha por enquanto) optei pelo 310.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Me organizando

Neste quase um ano que o blog ficou esquecido, aconteceram tantas coisas na minha vida, novas oportunidades, novos desafios. Mudei de cidade, estou em um novo local de trabalho, passei no mestrado que tanto queria, ganhei uma bolsa de pesquisa... E para não degringolar tudo, resolvi organizar melhor o meu tempo.
Como bom nerd, pesquisei muito sobre o assunto, li sobre GTD, ZTD, Método TríadeFlyLady, Técnica Pomodoro, Evernote, Ominifocus, Toodledo, para citar alguns. Mas foi a partir de duas coisas que achei na Net, um post antigo do Garota sem fio, "GTD Prático em dispositivos Móveis" e uma ideia bem difundida no Youtube, "O Caderno de Organização" que me dei conta que não era preciso grandes revoluções tecnológicas para criar um sistema de gerenciamento pessoal, e dentre as tantas coisa que tinha lido resolvi radicalizar, e usar um celular antigo (sem chip) e um Hipster PDA para testar minha teoria e ver o que funcionava para mim.




Com isso em mãos, saí a campo para descobrir quais seriam as minhas demandas (Categorias ou Contextos) e usando o seguinte princípio; as anotações, ideias e tarefas sem data ficam no papel (inicialmente sem categorização e depois organizadas em uma folhinha para cada assunto) e os contatos, lembretes e compromissos vão para o celular (porque a memória dele é melhor que a minha). Além disso, o celular serviu para aplicar a Técnica Pomodoro no meu dia-a-dia, usando o contador regressivo para marcar os pomodoros e os intervalos. Minha meta era usar esse sistema por uma semana e ver como ele funcionava, tenho a dizer que ele funcionou surpreendentemente bem, mas fiz algumas adaptações na semana seguinte que conto em um futuro post.  

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Climatizador...


 Imagem retirada daqui.

Meu climatizador Komeco chegou! Após muitas pesquisas resolvi testar o tal de climatizador, estou bem ciente que não é um ar condicionado e alguns dizem até que ventila menos que um ventilador, mas qual é a vantagem então?
Aqui em Quaraí, tradicionalmente temos verões quentes e secos, e o ar-condicionado deixa o ar ainda mais seco, ressecando a garganta e as vias nasais, o que para mim que sou alérgico propicia um ambiente mais fácil para as alergias aparecerem, principalmente na primavera com tantas flores, pólen e poeira em suspensão no ar. O ventilador também não é um amigo nessas horas, pois segundo alguns médicos enquanto giram eles espalham a poeira do ambiente, facilitando assim crises de alergia.
Nas minhas pesquisas, vi que o climatizador tem uma vantagem quanto ao ventilador, como usa água para "resfriar" o ar, ele também torna o ar menos carregado de partículas em suspensão pois grande parte dessas partículas fica no filtro e na colmeia do climatizador, além de que, o ar se torna sensivelmente mais úmido quando passa pela colmeia, mas nada como aqueles aspersores de água que vemos em alguns lugares no verão, o ar não chega a ficar úmido a ponto de criar bolor e fungos nas paredes ou danificar aparelhos elétricos, ele simplesmente aumenta a umidade relativa do ar para níveis mais satisfatórios e isso, somente se o ar estiver seco, se a umidade relativa do ar estiver em 75% ou mais ele não umidifica, só filtra.
É claro que cuidados de higiene e limpeza devem ser tomados, o filtro e o depósito de água devem estar sempre limpos, senão o feitiço vira contra o feiticeiro. Vou testá-lo e depois conto, vamos ver como ele se sai em um dia com temperatura de 40ºC com umidade relativa do ar abaixo de 20%.


Imagem de Divulgação.

domingo, 16 de setembro de 2012

A volta do filtro de barro


Imagem retirada do site: "Cerâmica Stéfani"

Pois é, ele mesmo, o filtro de barro que lembra a casa de nossas avós ou até mesmo bisavós, está com tudo e não está prosa, pesquisas mostram que o método utilizado por ele é considerado um dos melhores para a decantação e filtragem de água. Embora ele seja considerado uma invenção genuinamente brasileira, eu o vejo mais como uma adaptação, pois a vela que efetivamente filtra a água não é uma invenção brasileira e o método de filtragem em duas etapas, onde a água é primeiramente colocada em um recipiente para que "escorra" por gravidade através da vela do filtro (única saída) para outro recipiente colocado imediatamente abaixo também não foi inventado no Brasil.
Tanto a vela (elemento filtrante) quanto o método (filtragem por gravidade) já existiam quando o filtro de barro foi inventado, mas a grande sacada dos brasileiros descendentes de europeus que trabalhavam em olarias e cerâmicas no Brasil do começo do século XX tiveram, foi de usar tanto a vela filtrante quanto o método de filtragem por gravidade em recipientes de terracota (ou argila no popular), e por quê?
Os brasileiros já conheciam e usavam de longa data potes de terracota inspirados nos feitos pelos índios para transportar e guardar água, e sabiam que as moringas e talhas deixavam a água em uma temperatura sempre inferior a do ambiente, quando o conhecimento dos métodos para decantação e filtragem de água por gravidade e as velas de filtragem chegaram ao Brasil, o famoso jeitinho brasileiro entrou em cena, e adaptaram os filtros (originalmente de metal) aos populares recipientes de terracota fabricados no país, criando aí sim um produto genuinamente brasileiro, o filtro de barro.
Hoje em dia temos uma indústria de água mineral que está sendo fortemente questionada no mundo inteiro, tanto pela pureza em si da água que vende quanto pelos materiais que compõem as embalagens. Junte a isso ações por uma vida mais ecologicamente correta, responsabilidade social e ambiental, cultura orgânica e some com uma tendência vintage, o filtro de barro voltou com tudo.
Dos que o tinham deixado de lado, muitos já voltaram a usá-lo, adoraram e não abrem mão dele por nada; outros voltaram a usar e gostaram, mas pela vida atribulada que levam não conseguiram manter a rotina de manutenção e higiene necessária a sua boa utilização, o abandonaram e voltaram a água mineral ou aos filtros por pressão; e há ainda os que tentaram mas não gostaram do gosto peculiar da água nem da necessidade de manutenção constante, e só trocam o seu garrafão de água mineral por outro cheio.
E você, o que acha do filtro de barro? Eu estou bem inclinado a tentar...

Achei um desses na minha cidade, estou pensando em comprar. Imagem daqui.

sábado, 25 de agosto de 2012

Bolo de caneca

Retirei a imagem daqui.

Hoje em dia, com a difusão da Internet, a popularização do uso do microondas e a tradição doceira dos brasileiros, todos já devem conhecer bolo de caneca. É rápido, gostoso e "mata" aquela vontade de comer um doce, principalmente quando se está com preguiça de fazer algo mais elaborado, mas mesmo assim ele demanda um pouco de trabalho, a receita tradicional tem seus segredos e existem várias espalhadas pela net, vou linkar apenas uma aqui:

Retirei a imagem daqui.

Mas para os que estão mesmo em petição de miséria, onde as três da manhã de um fim de semana qualquer estão sonhando acordados com um bolo quentinho acompanhado de um café preto (claro, temos que nos manter acordados até as cinco pelo menos. He! He!), já lançaram bolo de caneca em pacote, a Oetker lançou uma linha baseada em uma "receita" do começo dos bolos de pacote, basta adicionar um pouco de leite. 
Na época este tipo de bolo (que bastava adicionar água) não agradou as donas de casa brasileiras, pois elas não poderiam "personalizar" a receita deixando-a ao seu gosto, por isso o bolo de pacote tem que levar geralmente ovos, leite e margarina, para que fique com o "toque" de quem fez. Mas para nós que queremos tudo o mais simples possível, esta volta ao extremo da industrialização pode sim fazer sucesso.

Retirei a imagem daqui.

Eu provei e aprovei, foi um dos meus companheiros neste inverno, com um chocolate quente ou um café espresso então, é muito bom.

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Inverno...

Aqui em Quaraí, no inverno, temperaturas abaixo de zero são corriqueiras e manhãs com temperaturas de até 6ºC são maioria. Eu gosto do frio, mas não gosto de passar frio, e uma das coisas que gosto em uma casa é conforto térmico. Desde que me mudei, como ainda tenho coisas a fazer no banheiro, só tinha instalado um bom chuveiro, mas a água da torneira continuava gelada, aguentei firme, mas temperaturas de -2ºC, -6ºC, 0ºC me fizeram mudar de ideia e antes de fazer outras reformas resolvi que queria água quente na torneira do banheiro. Pensei em algumas alternativas radicais:


Gambiarra mor..., mas não achei muito prático.

Torneira elétrica, prática, mas gosto da minha torneira atual.

Acabei optando por um aquecedor de água para torneira.
(Aquecedor Versátil Lorenzetti)

O resultado final ficou mais ou menos esse, e sem trocar a torneira.

O Aquecedor funciona direitinho, nada como uma torneira de água quente em uma manhã gelada de inverno. Mas como Quaraí é frio pra caramba, só aquece na potência máxima, a econômica acho que vou ter que deixar para a primavera...

sexta-feira, 16 de março de 2012

Multiplicador - Multiplicator

Segundo a Wikipédia:
"No início do século XVII, o escocês John Napier inventou um dispositivo chamado Ossos de Napier que são tabelas de multiplicação gravadas em bastão, o que evitava a memorização da tabuada, e que trouxe grande auxílio ao uso de logaritmos, em execução de operações aritméticas como multiplicações e divisões longas".
Baseado no princípio das barras de Napier foram construídos diversos dispositivos multiplicadores, muito populares do século XVIII até meados do século XX, navegando na Internet, descobri em uma coleção particular algumas fotos do "Automultiplicateur Eggis". Um dispositivo feito em 1892, para auxiliar na multiplicação e divisão.


O Multiplicador consiste em tiras de metal dentadas com o resultado da multiplicação de 2 a 9 dos dígitos de 0 a 9 cobertas por uma capa de metal com aberturas como se fossem mostradores, com ajuda de uma caneta de metal as barras podiam ser movidas para que no mostrador de baixo ficasse o número que se queria multiplicar e nos mostradores de cima o resultado desta multiplicação de 2 a 9. Análogo as barras de Napier deveria-se começar na direita para esquerda, "somar" os números que estivessem na faixa de mesma cor e transpô-los para a faixa seguinte caso passassem de um dígito. E para conseguir uma multiplicação de números "compostos" (como 53x23, por exemplo) era só somar o resultado parcial de 53x3 + o resultado parcial de 53x2.


Parafraseando Obi Wan Kenobi, "Uma arma elegante para tempos mais civilizados", hoje em dia vemos como uma curiosidade, mas no século XIX e XX foi de grande ajuda, facilitando muito a matemática do dia a dia. Eu criei um multiplicador baseado no Automultiplicateur Eggis, em papel. Se você quiser montar um para testar se funciona mesmo, é só imprimir o PDF e se divertir. Como "stylus pen" usei um palito de churrasco cortado ao meio. 
É interessante para ver que a tecnologia só evoluiu ao que temos hoje graças aos seus dispositivos antecessores, que foram gradualmente facilitando a vida de todos e permitindo estudos cada vez mais complexos.

segunda-feira, 12 de março de 2012

John Napier e seu Calculador em Cartões


John Napier foi um Matemático e cientista que viveu no século XVII, ele descobriu os logarítimos (que posteriormente seriam cruciais na criação da régua de cálculo) e criou sistemas para facilitar a multiplicação e divisão de números longos, que diga-se de passagem hoje em dia causam pânico, imagine no século XVII. Para facilitar esses cálculos primeiramente ele adaptou um método usado em sua época, a gelosia, só que dividiu o resultado das multiplicações de cada número em barras que podiam ser colocadas lado a lado, montando assim a operação que se desejava. Este método ficou conhecido como Barras de Napier ou em inglês Napier's Bones (ossos de Napier, pois os melhores conjuntos eram fabricados em marfim).


Neste método, são necessárias parciais, ou seja, cálculos de cada dígito do número que queremos multiplicar, depois estas parciais tem que ser somadas para termos o resultado total da multiplicação. Seguindo em seus estudos, Napier inventou um método onde pode eliminar a necessidade de calcular as parciais, tendo quase que automaticamente o valor da multiplicação, bastando seguir os princípios da gelosia. Este método era constituído de um conjunto de cartões com os valores da multiplicação de 0 a 9 de um número dispostos em um quadrado dividido em 18 partes, e máscaras que deixavam a mostra somente o resultado da multiplicação pelo número que se queria.


Esse conjunto de cartões foi chamado por ele de Promptuary (do latim "pronto para uso"), em inglês ficou conhecido como Napier's abacus cards, e em português por Estruturas de Napier. Com esse método, Napier revolucionou o modo como as pessoas calculavam grandes números, pois transformou a multiplicação em nada mais que uma soma.


Seguindo o princípio da gelosia, basta somar os números que estão dentro da diagonal de cada dígito do nosso cálculo. No caso do exemplo acima, começando da direita para esquerda temos como último dígito na diagonal do /4/ o 2, depois na diagonal do /2/ temos (6+1+4=11) ficamos com o 1 e vai um para próxima diagonal, na diagonal do /5/ temos (5+2+8=15+1=16) ficamos com o 6 vai um  para próxima, na do /3/ temos (1+5+4+8=18+1=19) ficamos com o 9 e vai 1 para a próxima, na do /1/ temos (4+2=6+1=7), na do /2/ temos (1+5+1=7) e na do /7/ temos o número (3), lendo da esquerda para direita obtemos o número 3779612, resultado da operação (7213x524=3779612). Pode parecer complicado, mas acredite, não é.
Hoje em dia temos calculadoras que custam menos de R$ 1,00 e fazem estas operações com mais facilidade, mas no século XVII Napier conseguiu transformar estes cálculos em operações simples e rápidas, ajudando a todos que precisavam deste recurso na época. Se alguém quiser tentar, coloquei um arquivo no 4Shared, com o template das Estruturas de Napier em PDF, e se você quiser fazer modificações, tem também o arquivo em LibreOffice Draw (ODG).

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

+ Encomendas

Seguindo as postagens das encomendas, este caderno segue o mesmo princípio dos anteriores, só que é bem mais "de menina". Foi feito para minha cunhada.

Como o caderno era em tons de rosa, optei por um elástico branco.

E fita e cartolina rosa para compor o conjunto.

Mesmo esquema, bolso na capa interna e na contracapa.

Usei um caderno da linha Marie, da norma, R$ 6,90.

E estou terminando um outro para o meu irmão, só não vou postar fotos pois é igual ao que fiz para os meus sobrinhos. Da Tilibra, linha mais+, vermelho.

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Encomendas...

É bom quando se faz algo que as pessoas gostam! Depois que mostrei minhas modificações em um caderninho simples de R$ 3,50, já recebi encomendas. Estes fiz para os meus sobrinhos levarem na escola como caderno de rascunhos.

Desta vez escolhi um caderno mais discreto, um Tilibra mais+ de R$ 3,90.

Optei por não encapar, coloquei um bolso na capa frontal e uma fita marca página.

Um bolso na contracapa, embora quase ninguém use, todo mundo sempre acha bom ter. 

 E um elástico de fechamento para dar um ar de "Moleskine" no caderninho.

Fiz dois, e já tenho encomenda de mais dois, acho que vou começar a cobrar por isso. He! He!

Algumas pequenas modificações, cerca de R$ 1,50 em acessórios (elástico, fita, cartolina e cola) e um pouco de tempo podem fazer grande diferença em um caderno simples, e também no seu uso, tenho certeza que os meus sobrinhos terão mais vontade de mostrar o caderninho agora do que antes. Se alguém quiser tentar, coloquei um arquivo no 4Shared, com o template dos bolsos para cadernos de 140x202mm em PDF, e se você quiser fazer modificações, tem também o arquivo em LibreOffice Draw (ODG).

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Diário de Bordo

Segundo a Wikipédia "Diário de bordo é um instrumento utilizado na navegação para registro dos acontecimentos mais importantes". Em espanhol, há uma expressão que ele usam como sinônimo de blog, que é "bitácora", que é o lugar onde se guardava o "cuaderno de bitácora" em um navio, ou seja, o diário de bordo.
Como um dos eufemismos comuns que usamos hoje em dia é "navegar na Internet" nada mais justo que ter um cuaderno de bitácora ou um diário de bordo para anotar o curso das navegações, e como é feriado de carnaval e um dos hobbies que gosto é a encadernação, resolvi tranformar um caderno simples de capa dura, da Credeal: Coleção Turma da Lala em um caderno de anotações mais completo. Vejam o que saiu, e lembrem-se que sou encadernador amador...

Começei encapando o caderno com papel kraft 100 g/m², depois coloquei o elástico, o bolso interno, a fita marcadora de página e por fim, a etiqueta com o texto "Diário de Bordo" na capa. Para uma primeira incursão nesta área de customização, e usando somente o que eu tinha em casa, pois as lojas já estavam fechadas quando decidi confeccioná-lo, acho que ficou bem mais ou menos. Veja como era e como ficou:

Diga-se de passagem, mesmo com o elástico branco e a fita dourada, deu uma melhorada.